O Worlds of Journalism Study (WJS3) é a terceira fase de um projeto internacional que investiga valores, condições de trabalho e percepções de jornalistas em mais de 100 países. O projeto investiga a profissão jornalística em meio a um cenário de crise, analisando aspectos como autonomia editorial, ética, segurança e condições de trabalho. A abordagem comparativa e longitudinal permite mapear transformações na profissão ao longo do tempo. O estudo também analisa riscos e incertezas que afetam o exercício da profissão, permitindo observar continuidades e mudanças ao longo do tempo e comparar o jornalismo brasileiro ao de outras sociedades. Internacionalmente sediado na LMU (Alemanha), o projeto no Brasil é coordenado pela UFSM e reúne equipes da UFMS, UERJ, UnB, USP, UFPE, UFJF, UFPA e UFSC.
Mediações algorítmicas e jornalismo: práticas, táticas e disputas no contexto da plataformização
Kérley Winques
O projeto investiga os impactos infraestruturais da plataformização e da inteligência artificial nas condições de produção jornalística no Brasil. A partir dos estudos de infraestrutura, dos debates críticos sobre plataformas, dados e IA, e do campo das mediações algorítmicas, busca compreender como sistemas digitais reconfiguram as práticas profissionais, a autoridade epistêmica do jornalismo e os processos de circulação no campo informacional. A pesquisa também analisa as táticas e imaginários adotados por organizações jornalísticas para acessar, negociar e disputar seu lugar nas plataformas, reconhecendo que essas dinâmicas operam em um cenário marcado por fortes assimetrias econômicas, informacionais e tecnológicas.
Worlds of Journalism Study – WJS3 (Etapa Brasil)
Kérley Winques
O Worlds of Journalism Study (WJS3) é a terceira fase de um projeto internacional que investiga valores, condições de trabalho e percepções de jornalistas em mais de 100 países. O projeto investiga a profissão jornalística em meio a um cenário de crise, analisando aspectos como autonomia editorial, ética, segurança e condições de trabalho. A abordagem comparativa e longitudinal permite mapear transformações na profissão ao longo do tempo. O estudo também analisa riscos e incertezas que afetam o exercício da profissão, permitindo observar continuidades e mudanças ao longo do tempo e comparar o jornalismo brasileiro ao de outras sociedades. Internacionalmente sediado na LMU (Alemanha), o projeto no Brasil é coordenado pela UFSM e reúne equipes da UFMS, UERJ, UnB, USP, UFPE, UFJF, UFPA e UFSC.
Mediações algorítmicas e jornalismo: práticas, táticas e disputas no contexto da plataformização
Kérley Winques
O projeto investiga os impactos infraestruturais da plataformização e da inteligência artificial nas condições de produção jornalística no Brasil. A partir dos estudos de infraestrutura, dos debates críticos sobre plataformas, dados e IA, e do campo das mediações algorítmicas, busca compreender como sistemas digitais reconfiguram as práticas profissionais, a autoridade epistêmica do jornalismo e os processos de circulação no campo informacional. A pesquisa também analisa as táticas e imaginários adotados por organizações jornalísticas para acessar, negociar e disputar seu lugar nas plataformas, reconhecendo que essas dinâmicas operam em um cenário marcado por fortes assimetrias econômicas, informacionais e tecnológicas.
Projetos de pesquisa
Componentes
Mediações algorítmicas e jornalismo: práticas, táticas e disputas no contexto da plataformização
André Pires e Pietro Carriço - Iniciação Científica
A pesquisa investiga a relação entre a plataformização e as práticas culturais dos jornalistas em torno do Product Thinking em redações nativas digitais. A partir da análise de experiências em veículos como AzMina e Núcleo Jornalismo, busca compreender como essa abordagem impacta a organização do trabalho, a produção e a circulação de conteúdos jornalísticos. O estudo examina inovações em narrativa, formato e modelo de negócio, além de discutir o impacto das big techs sobre esses modelos.
Product Thinking e Jornalismo Digital: Abordagens contemporâneas para compreender e responder à plataformização
Alice A. C. Ribeiro e Olavo Claus – Iniciação científica
Como as redações digitais podem escapar da dependência e do domínio das big techs sobre a informação? Essa é a pergunta que norteia a pesquisa que analisa veículos nativos digitais brasileiros em torno da lógica do Product Thinking. A ideia é estudar os novos modelos de inovação, sustentabilidade e resistência no meio digital implementados por jornalistas que valorizam o debate público na era da plataformização.
Trans Hacking: corpos diversos em um sistema binário
Noah Souza Rosa – Mestrando
A pesquisa investiga como o universo digital reproduz microagressões ao priorizar padrões cisnormativos e brancos. Propõe o conceito de “Trans Hacker”, analisando a transição de gênero como uma forma de hacktivismo. A metodologia inclui entrevistas com pessoas trans para compreender como usam a tecnologia para expressar ou proteger sua identidade. Também examina estratégias digitais para evitar transfobia e gerar euforia de gênero. A pesquisa associa essas práticas ao movimento hacker, desafiando normas tecnológicas e sociais.
Como construir uma Inteligência Artificial orientada para igualdade de gênero? Um estudo de caso sobre o projeto Radar Antigênero
Júlia Valgas — Trabalho de conclusão de curso
O Radar Antigênero é um projeto de jornalismo de contradados, isto é, de produção de dados contra-hegemônicos, que utiliza um sistema de Inteligência Artificial próprio para identificar vídeos no YouTube que propagam o discurso antigênero. Nesse sentido, a pesquisa pretende mapear as táticas utilizadas pelo Radar Antigênero para subverter o viés discriminatório de gênero da Inteligência Artificial. Afinal, quais as ações empregadas para que uma máquina considerada naturalmente sexista não apenas elimine este viés, mas também denuncie o discurso antigênero em prol da igualdade de gênero e do fim do preconceito pela orientação sexual?
Plataformização da publicidade: afetações e agenciamentos no trabalho de gestão de tráfego pago na plataforma Meta Ads
Leony de Paula – Mestrando
O estudo analisa as transformações no trabalho publicitário a partir plataformização com foco no gestores de tráfego pago da plataforma de anúncios da Meta. A pesquisa busca examinar as dinâmicas de modulação desses profissionais diante do controle infraestrutural das big techs, combinando o método da tecnografia (Bucher, 2018) e a análise de controvérsias proposta por d’Andréa (2020), além de entrevistas semiestruturadas com profissionais de tráfego pago atuantes na plataforma Meta Ads.
Inteligência artificial e jornalismo: transformações na identidade, autoria e reconhecimento profissionais
Carolina Leonel – Mestranda
A pesquisa propõe investigar as transformações da identidade e da prática jornalística diante da mediação da inteligência artificial. Parte-se do pressuposto de que a técnica não é neutra, de modo que sistemas de automação, mais do que instrumentos técnicos, assumem o papel de agentes de mediação capazes de influenciar rotinas de produção, critérios de relevância, formas de reconhecimento do trabalho e, em sentido mais amplo, o jornalismo enquanto prática profissional, identitária e social. Para aprofundar essa análise, pretende-se realizar uma etnografia na redação do jornal O Globo, que oferece um contexto concreto para observar como a incorporação da IA tem remodelado o jornalismo profissional e redefinido a noção de autoria.
Movimentos dataficados e resistência algorítmica: o papel das tecnicidades nas práticas colaborativas da União Nacional dos Estudantes (UNE)
Ana Lidia Resende – Mestranda
O objetivo da pesquisa é investigar as práticas de resistência e colaboração de estudantes brasileiros mediadas pelas plataformas de mídia social. Dessa forma, explorar o impacto da plataformização nas práticas de comunicação dos movimentos sociais a partir da observação da União Nacional dos Estudantes (UNE). O estudo espera esclarecer de que forma os processos colaborativos são mediados pelas tecnologias e como os estudantes negociam suas práticas comunicativas em um ambiente digital mediado algoritmicamente.
Desinformação patrocinada: a infraestrutura de anúncios publicitários disfarçados de jornalismo da Brasil Paralelo na Meta Platforms
Darlan Augusto Pacheco Tomaz – Mestrando
A pesquisa discute o contexto da publicidade impulsionada pela Brasil Paralelo nas redes sociais da Meta Platforms, à medida que a empresa, autodenominada ‘de jornalismo’, se posiciona como uma das maiores investidoras em publicidade na Meta.
Mediações algorítmicas e jornalismo: práticas, táticas e disputas no contexto da plataformização
André Pires e Pietro Carriço - Iniciação Científica
A pesquisa investiga a relação entre a plataformização e as práticas culturais dos jornalistas em torno do Product Thinking em redações nativas digitais. A partir da análise de experiências em veículos como AzMina e Núcleo Jornalismo, busca compreender como essa abordagem impacta a organização do trabalho, a produção e a circulação de conteúdos jornalísticos. O estudo examina inovações em narrativa, formato e modelo de negócio, além de discutir o impacto das big techs sobre esses modelos.
Product Thinking e Jornalismo Digital: Abordagens contemporâneas para compreender e responder à plataformização
Alice A. C. Ribeiro e Olavo Claus – Iniciação científica
Como as redações digitais podem escapar da dependência e do domínio das big techs sobre a informação? Essa é a pergunta que norteia a pesquisa que analisa veículos nativos digitais brasileiros em torno da lógica do Product Thinking. A ideia é estudar os novos modelos de inovação, sustentabilidade e resistência no meio digital implementados por jornalistas que valorizam o debate público na era da plataformização.
Trans Hacking: corpos diversos em um sistema binário
Noah Souza Rosa – Mestrando
A pesquisa investiga como o universo digital reproduz microagressões ao priorizar padrões cisnormativos e brancos. Propõe o conceito de “Trans Hacker”, analisando a transição de gênero como uma forma de hacktivismo. A metodologia inclui entrevistas com pessoas trans para compreender como usam a tecnologia para expressar ou proteger sua identidade. Também examina estratégias digitais para evitar transfobia e gerar euforia de gênero. A pesquisa associa essas práticas ao movimento hacker, desafiando normas tecnológicas e sociais.
Como construir uma Inteligência Artificial orientada para igualdade de gênero? Um estudo de caso sobre o projeto Radar Antigênero
Júlia Valgas — Trabalho de conclusão de curso
O Radar Antigênero é um projeto de jornalismo de contradados, isto é, de produção de dados contra-hegemônicos, que utiliza um sistema de Inteligência Artificial próprio para identificar vídeos no YouTube que propagam o discurso antigênero. Nesse sentido, a pesquisa pretende mapear as táticas utilizadas pelo Radar Antigênero para subverter o viés discriminatório de gênero da Inteligência Artificial. Afinal, quais as ações empregadas para que uma máquina considerada naturalmente sexista não apenas elimine este viés, mas também denuncie o discurso antigênero em prol da igualdade de gênero e do fim do preconceito pela orientação sexual?
Plataformização da publicidade: afetações e agenciamentos no trabalho de gestão de tráfego pago na plataforma Meta Ads
Leony de Paula – Mestrando
O estudo analisa as transformações no trabalho publicitário a partir plataformização com foco no gestores de tráfego pago da plataforma de anúncios da Meta. A pesquisa busca examinar as dinâmicas de modulação desses profissionais diante do controle infraestrutural das big techs, combinando o método da tecnografia (Bucher, 2018) e a análise de controvérsias proposta por d’Andréa (2020), além de entrevistas semiestruturadas com profissionais de tráfego pago atuantes na plataforma Meta Ads.
Inteligência artificial e jornalismo: transformações na identidade, autoria e reconhecimento profissionais
Carolina Leonel – Mestranda
A pesquisa propõe investigar as transformações da identidade e da prática jornalística diante da mediação da inteligência artificial. Parte-se do pressuposto de que a técnica não é neutra, de modo que sistemas de automação, mais do que instrumentos técnicos, assumem o papel de agentes de mediação capazes de influenciar rotinas de produção, critérios de relevância, formas de reconhecimento do trabalho e, em sentido mais amplo, o jornalismo enquanto prática profissional, identitária e social. Para aprofundar essa análise, pretende-se realizar uma etnografia na redação do jornal O Globo, que oferece um contexto concreto para observar como a incorporação da IA tem remodelado o jornalismo profissional e redefinido a noção de autoria.
Movimentos dataficados e resistência algorítmica: o papel das tecnicidades nas práticas colaborativas da União Nacional dos Estudantes (UNE)
Ana Lidia Resende – Mestranda
O objetivo da pesquisa é investigar as práticas de resistência e colaboração de estudantes brasileiros mediadas pelas plataformas de mídia social. Dessa forma, explorar o impacto da plataformização nas práticas de comunicação dos movimentos sociais a partir da observação da União Nacional dos Estudantes (UNE). O estudo espera esclarecer de que forma os processos colaborativos são mediados pelas tecnologias e como os estudantes negociam suas práticas comunicativas em um ambiente digital mediado algoritmicamente.
Desinformação patrocinada: a infraestrutura de anúncios publicitários disfarçados de jornalismo da Brasil Paralelo na Meta Platforms
Darlan Augusto Pacheco Tomaz – Mestrando
A pesquisa discute o contexto da publicidade impulsionada pela Brasil Paralelo nas redes sociais da Meta Platforms, à medida que a empresa, autodenominada ‘de jornalismo’, se posiciona como uma das maiores investidoras em publicidade na Meta.